sábado, 8 de junho de 2013

Ser professor

Ser professor

Falar da docência é falar das várias profissões que transpõem e se sobrepõem a esta.
Enquanto professores...
Somos mágicos, ao fazermos malabares com diversas situações que atingem nossa imagem e a vida pessoal.
Somos atores, somos atrizes, que interpretam a vida como ela é, sentimos e transmitimos emoções ao conviver com tantas performances.
Somos médicos, ao receber crianças adoentadas pela miséria, pela falta de tempo da família, pela carência de tempo de viver própria infância.
Somos psicólogos, ao ouvir as lamentações advindas de uma realidade dura, que quase sempre nos impede de agir diante do pouco a fazer.
Somos faxineiros, ao tentarmos lavar a alma dos pequenos, das mazelas que machucam estes seres tão frágeis e tão heroicos ao mesmo tempo.
Somo arquitetos, ao tentarmos construir conhecimentos, que nem sabemos se precisos, que nem sabemos se adequados.
É só parar para pensar que talvez seja possível encontrar em cada profissão existente um traço de nós professores. Contudo, ser professor, ser professora é ser único, pois a docência está em tudo, passa por todos, é a profissão mais difícil, mas a mais necessária.
Ser professor é ser essência, não sabemos as respostas.
Estamos sempre tentando, às vezes acertamos, outras erramos, sempre mediamos.
Ser professor é ser emoção, cada dia um desafio, cada aluno uma lição, cada plano um crescimento.
Ser professor é perseverar, pois, diante a tantas lamúrias "não sei o que aqui faço, por que aqui fico?" Fica a certeza de que...
Educar parece latente, é obstinação.
Ser professor é peculiar, pulsa firme em nossas veias.
Professor ama e odeia seu oficio de ensinar, ofício que arde e queima.
Parece mágica, ou mesmo feitiço.
Na verdade, não larga essa luta que é de muitos.
O segredo está em seus alunos, na sala de aula, na alegria de ensinar a realização que vem da alma e não se pode explicar.
Não basta ser bom... Tem que gostar.


Soraia Aparecida de Oliveira
Professora do Ensino Fundamental
Escola Municipal Nilza de Lima Sales, Brumadinho, MG
Artigo publicado na edição nº 350, setembro de 2004, página 21, jornal Mundo Jovem




Um comentário:

  1. Muito bom este texto, Viviane. Consola um pouco nosso tão sofrido ofício. Eu também amo e odeio ensinar. Mas o que me motiva é ver o crescimento dos (poucos) alunos. Como é bom este sentimento, de poder ajudar alguém a aprender algo!

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