FÓRUM SOBRE LEITURA E ESCRITA
Depoimento de Ângela Oliveira Maciel:
Ouvindo os depoimentos, me fez
lembrar-se de uma das minhas leituras favoritas, na época, (coleção Vaga lume)
no qual no início era simplesmente porque tinha que ler para tirar nota na
prova de língua portuguesa, depois gostei tanto que minha nota foi dez em um
dos primeiros livros em que li, ficando saltitante de felicidade pela nota
alcançada. Tinha por volta dos onze anos na quinta série hoje sexto ano, minha
professora solicitou que cada turma fizessem a leitura de um livro da coleção
Vaga lume, o meu foi “O Caso da Borboleta Atíria” de Lúcia Machado de Almeida,
devorei aquele livro em instante e aí o motivo no qual pude ter uma ótima e
merecida nota.
Algo em que achei interessante em comum nos depoimentos é que tanto o
cantor Gabriel O pensador, no qual gosto muito, quanto Gilberto Gil destaca as
avós como pessoa importante para o
início da leitura/escrita. Mostrando mais uma vez que não é somente na escola o
início da leitura/escrita, que é em casa em que damos os primeiros passos e que
a família é sempre a base e onde temos os maiores exemplos e referencias. Já
com a declaração de Clair Regina mostra que nunca é tarde para começar, que aos
oitenta anos irá se aposentar para se dedicar a poesia.
Depoimento de Estela Maria Proença Ribeiro:
Eu aprendi a ler e escrever ao ver minha mãe ensinando meu irmão mais
velho. Eu tinha quatro anos. Naquela época não podia entrar na escola antes dos
sete anos, portanto, pra mim o 1º. ano foi um tédio, porque eu já sabia tudo.
Minha professora me usava como assistente, pra me entreter.
Eu lembro que, quando aprendi a ler, eu lia tudo que via: anúncios,
placas, “outdoors”. Meus pais também gostavam de ler e acho isso importante
como incentivo. Eles compravam gibis e histórias de contos de fadas. Eu adorava
folhear as enciclopédias. Quando cresci mais um pouco, eu lia romances e
fotonovelas, compradas na banca de jornais. Só quando eu comecei a trabalhar
que pude comprar um livro de capa dura! Quando eu entrava numa livraria ou numa
biblioteca ficava deliciada, como uma criança em loja de doces.
Hoje eu tenho minha biblioteca particular e parei um pouco de comprar
livros por falta de espaço. Ainda frequento a biblioteca pública. Minhas filhas
aprenderam comigo a amar os livros e elas também já iniciaram suas coleções
pessoais.
No computador e celular, eu faço questão de escrever usando a
linguagem culta, ao invés do “internetês” que os jovens usam.
Eu acho a leitura muito importante, pois ajuda a usar corretamente a
gramática, incentiva a criatividade, aumenta o vocabulário corrente, e estimula
a inteligência. Além disto, você pode viajar e conhecer outras culturas e
experiências sem sair de casa.
Eu também gosto de ler e viajar através das histórias. Um livro que li
e que recomendo chama-se "As Batalhas do Castelo" de Domingos
Pellegrini. É um livro infanto-juvenil, portanto, de leitura mais simples.
Divertido e traz uma bela lição, de fazermos o bem, sem julgar. Você acha na
biblioteca pública, para emprestar.
Parece que todos concordamos que ler nos dá a possibilidade de
conhecer outras culturas. Eu acho muito importante para saber de nosso
"mundinho" e saber quais são os costumes de outros povos, outras
religiões, outros costumes. Eu sempre fui muito curiosa e a leitura preenche
essa necessidade. Também gosto de ler livros didáticos de português e história.
Acho que nunca a gente vai saber tudo, sempre tem algo para aprender. Como é
emocionante ver a criatividade do ser humano!
É interessante pensar que a palavra escrita, mesmo de romances, mostra
um pouco do momento histórico que o autor está vivendo. Livros como "A
Moreninha", que se passa na época da corte no Rio de Janeiro, apesar da
linguagem rebuscada, o livro é muito inocente. Em compensação, o livro
"Capitães de Areia", do Jorge Amado, mostra uma realidade cruel dos
meninos de rua, mas, apesar disto, o protagonista ainda tem um pouco da
fantasia de uma criança.
Eu também conheci uma pessoa que não sabia ler/escrever e conversando
com ela, percebi que o analfabeto vive às margens da sociedade. Não apenas não
desfruta das delícias da leitura, como não consegue nem sobreviver direito,
principalmente em grandes cidades como São Paulo. E é isso que nossos jovens
não compreendem: vivem num mundo à parte e hoje isto lhes bastam, mas não será
assim para sempre. Um dia se tornarão adultos, com todas as responsabilidades
oriundas, e a pouca instrução que eles têm vai dificultar muito suas
conquistas. Será que temos como convencê-los a mudar sua postura?
Eu também adorei conhecer a coleção Vagalume! O primeiro título que me
deram para ler na escola, desta coleção, foi O Escaravelho do Diabo. Foi o
primeiro livro interessante, até então os títulos eram muito desestimulador,
como O Diário de Anne Frank e Vidas Secas. Tudo bem que são livros clássicos,
mas para uma adolescente de seus 12 anos, é muito triste. Ainda bem que hoje os
professores tem mais liberdade para escolher os títulos de leitura obrigatória.
Acho que é preciso dar uma leitura mais agradável de início, para que os jovens
criem amor pela leitura. Quando eles estiverem no ensino médio, sim, ler os
livros clássicos, mesmo porque eles vão precisar para o vestibular.
Eu também adorava esta história “Os músicos de Bremem”. A Editora
Abril fez um disco compacto contando esta história, com música, e vendia na
banca de jornais. Ficou ainda melhor! É interessante esta iniciativa da Editora
Abril, porque vinha o disco e o livro para acompanhar a história. Isso
incentivava as crianças a aprender e a imaginar.
Depoimento de Monásia Maria Felix da Silva
Santos:
Eu gosto muito de ler, o gosto da leitura veio do meu pai que gostava
muito de ler, deste criança mesmo trabalhando o dia todo na agricultura a noite
ele sentava no banco a luz de um candeeiro
para ler os velhos faroeste. Hoje eu tenho esse hábito de ler a noite e os meus
dois filhos também gostam de ler.
O que me deixa triste é ver que
os nossos alunos não gostam de ler, eu falo para eles que a leitura é uma forma
de conhecermos o mundo. As vezes eu falo para os colegas que o desinteresse
pela leitura é tanto que não os vejo
nem lendo aquelas revistas capricho que
sempre vamos as meninas com uma na mão.
Também gosto muito de ler e gostei muito do O caso da Borboleta Atira.
Você não sabe a minha felicidade quando o meu filho me pediu de
presente de natal um livro "Diário de um banana" Minha filha pede
livros de presente para as tias, isso me deixa muito feliz.
Depoimento de Olímpio Pereira Montalvão
Júnior:
As leituras que marcaram a minha vida aconteceram na escola no Ensino
Fundamental e Médio. Lá éramos obrigados a ler alguns livros propostos e
depois, o Professor fazia chamada oral, eu passava os fins de semana lendo as
coleções Vaga Lume e no Ensino Médio, ainda me lembro de um título para a
prova: Clara dos Anjos de Lima Barreto. Mais tarde só retornei a leitura já na
Pós graduação, lá tínhamos que ler vários livros, artigos e entregar relatório
após cada aula durante 5 semestres.
De que adianta toda tecnologia se o aluno não escreve nada.
Depoimento de Solange Nunes Ventura:
O depoimento que mais me tocou, me emocionou, foi do pintor Newton
Mesquita, pois voltei a minha infância nos confins de Minas Gerais quando ainda
não havia internet e agente não tinha noção do que acontecia no mundo. Eu
viajava nas histórias que lia, ia a diversos lugares do mundo somente através
da leitura. Uma história que li por diversas vezes e nunca mais me esqueci foi
‘’Os músicos de Bremen ‘’. Nossa aquela história era fantástica!
Realmente acho que é um ''problemão'' hoje, pois o aluno se acostuma a
escrever como ele escreve no bate papo com o colega e na sala de aula ele age
da mesma forma, fazendo o que está acostumado no dia a dia e o que ele acha
mais ''prático''.
Costumo trabalhar com ditado de números no 6° ano, que deve ser
escrito por extenso e vejo a dificuldade que os alunos têm em escrever...
Depoimento de Viviane Paes Joaquim:
Todos os depoimentos falam sobre a importância da leitura e da escrita
e, todos nós, conhecemos bem esta importância!
A leitura enriquece, cria
fantasias e nos faz "viajar"! Traz conhecimento e muitas vezes nos
colocamos no lugar dos personagens!
Quando adolescente, adorava
livros de romance! Sempre tinha uma bela mulher e me imaginava no lugar
dela...rs Hoje, ainda gosto de ler
romances, porém, sei que é apenas uma estória ou história e que não faço parte
dela, mas sei que tenho a minha própria história!
Eu conheço uma senhora, que não
teve a oportunidade de aprender a ler e escrever na idade certa. Muitos anos
passaram e ela decidiu que queria fazer isso: ler e escrever. Se matriculou em
uma escola e lá foi ela! Demorou um pouco, mas conseguiu atingir seu objetivo!
A felicidade é clara em seu rosto, em seus olhos!
Marilena Chauí disse em seu
depoimento que "o livro abre portas para mundos novos, ideias e
sentimentos novos, descobertas sobre nós mesmos, os outros e a realidade".
Penso como ela! E não posso deixar de comentar sobre a escrita, que também é
fundamental!
Este trecho do depoimento do autor Nilson José Machado também me
chamou a atenção! Ler é fundamental, porém a escrita não pode ser
"esquecida", pois é essencial!
Antes da tecnologia, o aluno precisa saber escrever e nós sabemos, e
até podemos observar pelo facebook, por exemplo, que muitos deles não escrevem
direito!
E hoje estamos todos aqui querendo ensinar tudo aquilo que vivemos,
aprendemos e sabemos! Sem falar nas dificuldades...
Os meus pais não são estudados também, porém meu pai sempre cobrou
muito de mim e minha irmã que estudássemos! Ele dizia na época: "Filho de
'burro' tem que ser doutor!" E hoje ele tem orgulho de nós duas!
Confesso que, na época de escola, ler nunca foi meu forte,
principalmente os livros de literatura... Li os livros "Senhora",
"Dom Casmurro", "O cortiço", “Memórias póstumas de Brás
Cubas", entre outros, e achava a leitura difícil. Hoje, agradeço aos meus
professores por terem cobrado isso de mim! Com certeza essas leituras
enriqueceram meu conhecimento e o meu vocabulário também, tanto na escrita
quanto na leitura!
Nem nós, professores, sabemos tudo! Porém, temos consciência que
devemos "correr atrás" para nos informar! Sempre!
Muitos levam para a sala de aula e os professores, principalmente de
Língua Portuguesa, devem ter muito trabalho ao corrigir uma redação, por
exemplo.
Eles usam abreviações e siglas que mais tarde, quando forem trabalhar,
não serão adequadas para a comunicação, seja interna ou externa...
Seria muito bom se os nossos alunos lessem por si só! Muitos acham que
ler é perder tempo!
Hoje, percebo que EU deveria ter lido mais!
Eu sempre tento convencer os alunos a mudar! Mesmo dando aulas para
sexta série e ainda muitos não pensarem em trabalhar, sempre falo da
importância do estudo!
Nós sabemos que não é fácil trabalhar e estudar... Muitas vezes o
salário dá apenas para pagar a mensalidade da faculdade, mas nós VENCEMOS e
isso é muito gratificante para nós e nossos pais! E tento mostrar isso para os
nossos alunos!
Os alunos têm todo o material que precisam e muitos deles não dão
valor!
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